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Notícia institucional

Dia Nacional da Pessoa Idosa e Dia Internacional das Pessoas Idosas chama atenção para os desafios do envelhecimento populacional


O dia 1º de outubro é dedicado, no Brasil e internacionalmente, à valorização da pessoa idosa e à reflexão sobre os direitos, as condições de vida e os desafios relacionados ao envelhecimento da população.

O Dia Internacional das Pessoas Idosas foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 14 de dezembro de 1990, por meio da Resolução nº 45/106, que definiu 1º de outubro como data internacional de referência para o tema. Nações Unidas

No Brasil, o Dia Nacional do Idoso foi instituído pela Lei nº 11.433, de 28 de dezembro de 2006, também para ser celebrado em 1º de outubro. A legislação estabelece ainda que os órgãos públicos responsáveis pela coordenação e implementação da Política Nacional do Idoso promovam e divulguem eventos que contribuam para a valorização da pessoa idosa na sociedade. Presidência da República

A coincidência das duas celebrações reforça uma discussão que se torna cada vez mais importante: o Brasil está envelhecendo rapidamente.

Mais de 32 milhões de pessoas idosas no Brasil

Segundo o Censo Demográfico 2022, o Brasil possuía 32.113.490 pessoas com 60 anos ou mais, correspondendo a 15,8% da população. Em relação ao Censo de 2010, houve aumento de 56% no número absoluto de pessoas idosas. As mulheres representam a maioria desse grupo, com 55,7% do total. IBGE

A transformação também pode ser observada na estrutura etária brasileira. Em 1980, apenas 6,1% da população tinha 60 anos ou mais. Em 2022, essa participação chegou a 15,8%. Ao mesmo tempo, a proporção de crianças de até 14 anos caiu de 38,2% para 19,8%. IBGE

O fenômeno decorre principalmente da redução da fecundidade e do aumento da sobrevivência da população, modificando gradualmente a relação entre crianças, adultos e pessoas idosas.

Paraíba também apresenta envelhecimento crescente

Na Paraíba, o processo é igualmente expressivo. Os dados do Censo 2022 indicam que aproximadamente 15,5% da população paraibana possui 60 anos ou mais, o que representa cerca de 615 mil pessoas.

Outro indicador mostra a intensidade dessa transformação: em 2010, havia 47,4 pessoas com 60 anos ou mais para cada grupo de 100 crianças de até 14 anos. Em 2022, essa relação subiu para 74,4 pessoas idosas para cada 100 crianças. A idade mediana dos paraibanos também passou de 28 para 34 anos no período. IBGE

Considerando o parâmetro de 65 anos ou mais, esse grupo já correspondia a 11% da população da Paraíba em 2022, contra 8,5% em 2010 e 5,4% em 1980. Biblioteca IBGE

Envelhecimento também pode ser observado em Cabedelo

Cabedelo possuía 66.519 habitantes no Censo de 2022. Desse total, 6.229 pessoas já tinham 65 anos ou mais, correspondendo a 9,36% da população municipal. O número de pessoas com 60 anos ou mais é, portanto, ainda superior a esse contingente. IBGE

O mesmo levantamento registra idade mediana de 34 anos no município. Os menores de 15 anos representavam 21,41% da população cabedelense, demonstrando uma estrutura demográfica que também vem passando pelo processo de envelhecimento. Sudema

Em 2010, as pessoas com 60 anos ou mais correspondiam a 8,81% dos moradores de Cabedelo, segundo estudo do Governo da Paraíba elaborado a partir dos dados do IBGE. Governo da Paraíba

Envelhecer mais exige novas respostas da sociedade

O aumento da longevidade representa uma importante transformação social, mas também exige planejamento público e mudanças na forma como a sociedade compreende o envelhecimento.

Entre as questões que ganham importância estão a prevenção e o tratamento de doenças crônicas, prevenção de quedas, manutenção da autonomia, mobilidade urbana, acessibilidade, convivência social, segurança financeira, proteção contra violência e golpes, moradia adequada, apoio às famílias e aos cuidadores, além da sustentabilidade dos sistemas previdenciários.

Dados nacionais ajudam a dimensionar alguns desses desafios. A Pesquisa Nacional de Saúde identificou que 15,5% das pessoas com 60 anos ou mais haviam sofrido alguma queda nos 12 meses anteriores à pesquisa. Entre aqueles com 75 anos ou mais, o percentual chegou a 22,3%. Além disso, 9,5% das pessoas idosas apresentavam limitações para atividades cotidianas, como alimentação, higiene, vestir-se ou movimentar-se. Agência de Notícias IBGE

Esses desafios não atingem todas as pessoas da mesma forma. Renda, escolaridade, condições de moradia, acesso aos serviços de saúde, vínculos familiares e condições acumuladas durante toda a vida influenciam diretamente a maneira como cada pessoa envelhece.

O próprio Censo evidencia a importância de conhecer a estrutura etária da população para o planejamento de políticas públicas nas áreas de saúde, Previdência Social, assistência, trabalho e outras áreas. IBGE

Uma sociedade que precisa se preparar para viver mais

O envelhecimento populacional não deve ser entendido como um problema em si. O desafio está em construir condições para que uma população que vive mais possa também envelhecer com autonomia, segurança, participação social e dignidade.

Nesse contexto, o 1º de outubro ultrapassa o caráter comemorativo. O Dia Nacional da Pessoa Idosa e o Dia Internacional das Pessoas Idosas constituem uma oportunidade para ampliar a informação e a reflexão sobre direitos, envelhecimento saudável, inclusão social e sobre as transformações que uma sociedade cada vez mais longeva exige do poder público, das famílias e da própria comunidade.

IPSEMC



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